O processo criador que deu, que dá, e que sem dúvida, seguirá dando origem às mais variadas controvérsias intelectuais da nossa era, radica num único ponto, e este é a péssima leitura que fazemos de nós mesmos. Interpretamos mal nossa condição de sermos seres criados como tudo que existe neste planeta e fora deste. Nos autodefinimos como co-criadores, rendendo culto a nós mesmos e nos consideramos amos e senhores do destino do planeta.
Pensar que tão só basta olhar-se detidamente num espelho por alguns segundos ou olhar o firmamento numa noite límpida, extasiar-se com os efeitos visuais produzidos durante o alvorecer e durante o ocaso, ou simplesmente ficarmos perplexos, maravilhados com a simetria que envolve a criação em todas as suas formas, em todas as suas texturas e relevos, não é suficiente. Basta praticar alguma destas coisas para dar-se conta do equívoco, e é especificamente neste ponto que os caminhos se bifurcam, e onde a imaginação, todavia, prende-se aos limites da ignorância. Desenho e estruturo um diversificado leque de hipóteses que fazem parte do nosso cotidiano, que influenciam e que, em muitos casos, determinam nossos procedimentos perante a sociedade. Acreditamos nessa possibilidade como tal, e, consequentemente, nós a tornamos uma verdade absoluta e destruímos o meio ambiente e nos destruímos em seu nome.
Pensar que tão só basta olhar-se detidamente num espelho por alguns segundos ou olhar o firmamento numa noite límpida, extasiar-se com os efeitos visuais produzidos durante o alvorecer e durante o ocaso, ou simplesmente ficarmos perplexos, maravilhados com a simetria que envolve a criação em todas as suas formas, em todas as suas texturas e relevos, não é suficiente. Basta praticar alguma destas coisas para dar-se conta do equívoco, e é especificamente neste ponto que os caminhos se bifurcam, e onde a imaginação, todavia, prende-se aos limites da ignorância. Desenho e estruturo um diversificado leque de hipóteses que fazem parte do nosso cotidiano, que influenciam e que, em muitos casos, determinam nossos procedimentos perante a sociedade. Acreditamos nessa possibilidade como tal, e, consequentemente, nós a tornamos uma verdade absoluta e destruímos o meio ambiente e nos destruímos em seu nome.
Todas as hipóteses elaboradas em nosso processo evolutivo, sejam estas de ordem científica, filosófica ou teológica, coincidem e são categóricas e determinantes nesta definição. A criação está além de nós, incompreensível, indecifrável ao nosso estado de desenvolvimento. Como se pode ver, o fato de nos considerarmos co-criadores não deixa de ser uma mera ilusão, um sonho egocêntrico, nada mais.
Na verdade, em nosso contraditório processo de consolidação, como sociedade mercantilista e para satisfazer as necessidades do crescente mercado, foi com muito esforço que aprendemos a manipular os elementos constituintes do planeta e, pontualmente, a partir da revolução industrial começa nossa verdadeira história como sociedade. Especificamente tomando isto como ponto de partida, as gerações foram se sucedendo num verdadeiro frenesi inovador, cada uma delas aperfeiçoando as técnicas existentes, gerando novos produtos de consumo. E sem resistência alguma o sistema foi tomando conta, e quando tomou posse, o processo se acelerou e nos tornamos hábeis manipuladores dos elementos. Então o planeta como tal ingressou na era tecnológica, quando o sistema propiciou e arquitetou os elementos para uma reprodução em massa de proporções nunca vistas antes na história de nossa espécie, garantindo assim sua hegemonia. De repente superpovoamos certas áreas do planeta e devastamos outras. Nascemos mais, vivemos mais, e, por consequência, consumimos mais, e assim chegamos à atualidade sabendo da história de nosso próprio erro.
Para satisfazer as necessidades do mercado imposta pelo sistema se depredou o planeta de todas as formas possíveis, e seguimos depredando. Quebramos a simetria da criação, produzimos a extinção de inúmeras espécies e projetamos a nossa expansão destruidora. Então eu pergunto: o fato de nos havermos tornado hábeis manipuladores dos elementos constituintes nos credencia para nos tornarmos reconstrutores, re-criadores da simetria criadora? Então eu respondo: apesar dos limites que nos impusemos, tornando-nos manipuladores conscientes dos elementos constituintes, é nossa missão nos tornarmos reconstrutores, re-criadores e, sobretudo, re-socializadores. E então, que a partir daí, talvez comecemos a interpretar a criação como tal, já que somos parte dela.
Pense, questione, divulgue.