sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

O CRIADOR


Todos nós, membros constituintes da espécie humana, sem privilégios classificatórios de castas, de raças, de credos religiosos, ou de concepções político-filosóficas, convergimos num único ponto originário comum: acreditamos de uma forma distorcida e cega na existência de um ente criador.

Desde todos os pontos de vista, sob todas as formas de raciocínio, modelamos e adequamos às nossas necessidades primárias à sua figura.

Nos últimos séculos dado nosso estagio de inconsciência adquirida seguimos acentuando sua regionalização e personificando-o à nossa imagem e semelhança.

Especificamente no século XX, com a consolidação do sistema imperial, na sua condição mercantilista, nos tornamos mais cultos, mais capazes. E sem compreender a própria e real importância evolutiva, ingressamos massivamente nesta era, onde a ciência e a tecnologia juntas revolucionaram nossa estrutura social, projetando-nos para nosso modelo de sociedade contemporânea. Com a necessidade criadora de nosso tempo, parimos uma vasta gama de ridículos conceitos, desenvolvemos complexos e ininteligíveis teoremas, com a única finalidade de justificar ou simplesmente negar a influência desse ente criador em nós.                                             

Na realidade não interessa o nome que se dê a ele ou as equações matemáticas que se faça para provar sua existência. 

Não importam suas perspectivas quânticas, que podem abarcar um vasto universo de possibilidades, nem as leituras sutis e levianas que o mercado nos proporciona em troca de um simples dízimo, nem o grau de espiritualização que se possa ter adquirido; não valem os intentos de dividir o conceito através da ignorância ou tratar de se apropriar deste pela guerra e a intolerância desmedida.

Na verdade ele, o criador, é o verdadeiro e único conceito, inapropriável, inegociável, absoluto, e nós somos a irrefutável prova de sua existência, trazemos gravada em nossa essência a complexa equação da criação e o grau de sabedoria desta. Se tomarmos consciência disto e acreditarmos que de conjunto somos o patrimônio dele e não o inverso, vamos dar o primeiro e mais importante passo rumo à realização do sonho: habitar num mundo justo, fraterno e igualitário.   


Pense, questione-se e sobre todo divulgue.     

Um comentário:

  1. Cesar: você tem colocações corajosas. Vamos ajeitar a redação, pois há alguma confusão entre português e castelhano.

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